Consolidar dívidas caras num empréstimo mais barato: quando faz sentido
Trocar cartão rotativo (300% ao ano) por crédito pessoal (40% ao ano) pode salvar sua vida financeira.

Nem todo crédito é problema. Em alguns cenários, pegar um empréstimo é literalmente a decisão mais barata que você pode tomar.
O caso clássico: trocar cartão por pessoal
Se você está no rotativo do cartão de crédito, o juros está entre 12% e 25% ao mês (sim, ao mês). Isso dá CET anual entre 290% e 1.350%. Nenhuma renda sobrevive a isso.
Um crédito pessoal com CET de 40% ao ano custa 10 vezes menos que o rotativo. Pegar um empréstimo pra quitar o cartão de uma vez pode cortar o custo total em 85%.
A regra pra consolidação valer a pena
Três condições simultâneas:
- CET do novo empréstimo < CET das dívidas atuais (compara anual com anual)
- Parcela do novo cabe no seu orçamento (não adianta trocar prisão por outra)
- Você NÃO vai usar o cartão de novo pra se enrolar na mesma dívida
A terceira é a que mais quebra o plano. Muita gente consolida, se sente aliviada, e volta a parcelar no cartão em 3 meses — agora com a dívida antiga + a nova parcela.
Modalidades que valem a pena pra consolidação
De mais barata pra mais cara:
- Consignado (desconta na folha): 1,8% a 2,5% ao mês. Só pra servidor público, aposentado, pensionista ou CLT com convênio.
- Crédito pessoal com garantia (imóvel, veículo): 1,2% a 1,8% ao mês. Baratíssimo, mas você perde o bem se parar de pagar.
- Crédito pessoal sem garantia: 3% a 7% ao mês. Mais caro, mas sem risco de perder patrimônio.
- Portabilidade de dívida: alguns bancos competem pela sua dívida e oferecem taxa menor. Vale pesquisar.
Fuja de: refinanciamento com o mesmo banco credor (quase sempre pior), empréstimo com garantia do próprio FGTS (lê a letra miúda), e qualquer "cartão consignado" (é cartão de crédito disfarçado).