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Quanto da sua renda você pode comprometer com parcelas de empréstimo

A regra dos 30% existe por motivo. Entenda por que estourar ela acelera a bola de neve.

·5 min de leitura

A regra básica da educação financeira é clara: soma de todas as parcelas de dívida ≤ 30% da renda líquida mensal. Mas poucos explicam de onde ela veio ou o que acontece quando a gente passa disso.

Por que 30%

O número não é mágico. Ele existe porque:

  • Os outros 70% precisam cobrir moradia (25-30%), alimentação (15-20%), transporte (10-15%), saúde, educação, lazer e reserva de emergência.
  • Se a dívida come 50% da renda, sobram 50% pra tudo. Qualquer imprevisto (remédio, conserto do carro, dente) vira nova dívida.
  • E nova dívida com você já apertado = juros mais altos (sem negociação).

O que acontece quando passa de 30%

30% a 40%: zona de alerta. Dá pra manter, mas qualquer evento inesperado quebra o orçamento.

40% a 50%: zona de risco. Você provavelmente já está rolando faturas ou pagando mínimo do cartão. Score começa a cair.

Acima de 50%: superendividamento (termo legal). O Banco Central reconhece: você perdeu o controle. Procura PROCON ou defensoria pública — tem lei específica (Lei 14.181/21) que obriga renegociação.

Antes de assumir mais uma parcela

Faça a conta em 3 minutos:

  1. Soma TODAS as parcelas que já vencem todo mês (financiamento, cartão parcelado, consórcio, carnês)
  2. Divide pela sua renda líquida (o que efetivamente cai na conta)
  3. Multiplica por 100

Se o resultado já passa de 25%, a nova parcela precisa ser muito pequena. Se passa de 30%, não pega. Procure outra solução antes.